Flores Comestíveis

Primavera, a estação das flores, chegou! E por que não aproveitá-las na culinária? Além de deixar as preparações mais coloridas e atraentes, são saborosas e muito nutritivas! Possuem carboidratos, vitaminas, minerais e antioxidantes.

Algumas flores já são usadas convencionalmente: brócolis, couve-flor, aspargo, alcachofra… Mas muitas outras utilizadas normalmente como ornamentais podem também ser consumidas!

As flores devem ser colhidas logo cedo pela manhã e podem ser utilizadas bem frescas ou desidratadas. Alguns mercados e quitandas já vendem algumas espécies prontas para consumo.

É possível inclui-las em uma diversidade de pratos: saladas, sopas, sucos, geléias, canapés, patês, risotos, decorações de sobremesas e muitos outros!

Importante ressaltar que algumas flores podem ser tóxicas, por isso utilize apenas as mais conhecidas. Veja abaixo alguns exemplos de flores comestíveis:

begônia Begonia circulata Begoniaceae Msgç (4) calêndula Calendula officinalis Compositae Asteraceae Pouso Frio (1)

capuchinha  Trapaeolum majus Tropaeolaceae Pouso Frio SFX (8) cravina Dianthus chinensis Caryophylaceae Ubatuba (1)

dente de leão Sonchus oleraceus Compositae Asteraceae  MSGÇ (3) DSCN0265

flor de maio Schumbergera truncata Cactaceae  P Açu  (4) A. J. Gaspar

roseira Rosa grandiflora Rosaceae MSGÇ (5) rosela Hibiscus sabdariffa Malvaceae P Açu Ubatuba (1)

Sugestão de Receita: Salada de Folhas Verdes e Rosas
Salada Folhas Verdes e Flores

Advertisements

Leguminosas e sua importância na dieta vegetariana

O consumo de leguminosas é importante em todas as dietas, devendo estas estar presentes pelo menos uma vez ao dia em nosso cardápio.

Na dieta vegetariana e vegana, porém, as leguminosas são especialmente importantes. São os alimentos vegetais mais ricos em proteínas e em termos nutricionais são os melhores substitutos da carne. São ricos também em fibras, vitaminas do complexo B, ferro, zinco, cálcio e outros minerais.

Apesar de tradicional na alimentação brasileira, a combinação “feijão com arroz” vem sendo cada vez menos consumida pela população brasileira e, de acordo como Guia Alimentar Brasileiro, vem sendo substituída por alimentos industrializados e menos saudáveis.

 Alguns exemplos de leguminosas:

Blog

Outros exemplos não mostrados na figura são: feijão branco, feijão fradinho, feijão jalo, fava, etc.
É importante ressaltar que a soja é apenas uma das inúmeras leguminosas que podem ser utilizadas na dieta vegetariana. Isso de “virou vegetariano tem que comer soja” não é verdade, ok?!

O ferro presente nas leguminosas é do tipo não-heme, ou seja, de um tipo menos disponível para a utilização pelo nosso organismo, e mais sensível a alguns fatores que estimulam ou inibem sua absorção. Assim, é importante tomar algumas medidas para melhorar a absorção e o aproveitamento deste nutriente pelo nosso organismo:

– Deixe as leguminosas de molho de um dia para o outro, troque a água e só então utilize. Dessa forma elimina-se o ácido fítico, que inibe absorção de ferro e zinco, além de provocar gases. Processos como germinação e fermentação também o eliminam.

– Sempre que consumir leguminosas consuma também frutas, legumes e verduras ricos em vitamina C.

– É recomendado não consumir leite e derivados junto às refeições que contém leguminosas, pois o cálcio e algumas proteínas (caseíno-fosfopeptídeos) podem inibir a absorção.

– Polifenóis presentes no café, chá preto, chá de ervas e cacau também podem atrapalhar neste caso. Por isso, é importante esperar pelo menos uma hora antes de tomar aquele tradicional cafezinho de depois do almoço!

Existem muitas formas de incluir as leguminosas em nosso cardápio diário. Podem ser cozidas e tradicionalmente acompanhar o arroz ou utilizadas em sopas, cremes, saladas, virados, patês, bolinhos e hambúrgueres!

 

Referências

– Guia Alimentar para a População Brasileira – Ministério da Saúde, Brasil, 2005

– Guia Alimentar  de Dietas Vegetarianas para Adultos – Sociedade Vegetariana Brasileira, Brasil, 2012

– Livro “Alimentação sem carne” do Dr. Eric Slywitch – Editora Alaúde, 2010

Muffin Integral de Banana e Aveia

Perfeita para o café da manhã e lanches, a receita dessa semana é boa opção para fornecer energia e matar aquela vontade de comer um docinho.
Por ser feito com farinha integral e aveia, possui fibras que auxiliam no funcionamento regular do intestino e no controle do colesterol e da glicemia.  Por não conter ovos nem leite, é isento de colesterol e possui baixo teor de gordura.

Muffin de Banana e Aveia

CATEGORIAS:
– Café da manhã e lanches
– Vegana

Aproveitamento Integral das Hortaliças

O desperdício de alimentos no Brasil é um dos mais elevados do mundo: 26,3 milhões de toneladassão desprezadas por ano, sendo que 20% deste número são desperdiçados no momento do preparo culinário.

Aproveitar integralmente as hortaliças é utilizar também as partes comestíveis não convencionais, como cascas, talos, folhas e sementes, de modo a diminuir o desperdício e potencializar o valor nutritivo das preparações.

São exemplos:

Folhas: brócolis, couve flor, abóbora, cenoura.

Casca: cenoura, pepino, abóbora, berinjela, batata, beterraba, laranja, abacaxi.

Talos: brócolis, couve flor, rúcula, agrião.

Sementes: abóbora, mamão.

Estas partes normalmente desprezadas possuem valor nutricional igual ou até mesmo superior ao que se consome convencionalmente. As cascas, por exemplo, possuem mais proteínas, lipídeos e fibras do que a polpa.

Observação: grande parte dos agrotóxicos é retida na casca e nas sementes dos vegetais, por isso é importante dar preferência para os orgânicos!

Para aproveitar estes benefícios, basta não retirar estas partes na hora do preparo ou então separar e utilizar depois em risotos, recheios, bolinhos, sopas, chás, sucos, etc.

O chá feito com a casca de abacaxi fica super saboroso e tem propriedades digestivas e diuréticas, auxiliando na desintoxicação do organismo e evitando a retenção de líquidos. Além disso, é uma ótima opção para aquecer o corpo neste finzinho de inverno!

Chá de Casca de Abacaxi

CATEGORIAS:
– Bebidas
– Vegana

Referências:
– ONG Banco de Alimentos
– Projeto Mesa Brasil do SESC
– Instituto Akatu