Horta Orgânica

Uma horta orgânica é aquela na qual não são utilizadas mudas geneticamente modificadas e também nenhum adubo, composto, fertilizante ou pesticida químico. A produção orgânica respeita o meio ambiente, pois preserva seus recursos naturais e mantém a biodiversidade. Alimentos orgânicos também são melhores para a saúde de quem os cultiva e de quem os consome.
Hoje quero compartilhar com vocês minha experiência e o que aprendi fazendo uma Horta Orgânica em casa.

O primeiro passo para a construção de uma horta é a escolha do lugar: deve ser um lugar onde haja pelo menos 5  horas de sol por dia. Escolhemos um local atrás de nossa casa que preenche esse requisito.
Removemos a grama, ervas daninhas e pedras, revolvemos a terra para descompactá-la e corrigimos a acidez do solo com um pouco de calcário. Cercamos a área para que nossos cachorros, galinhas e gata não entrassem e interferissem com a horta.
Depois demarcamos os canteiros e montamos a divisória dos mesmos com bambu. É importante é assegurar que o tamanho do canteiro seja suficiente para que você consiga alcançar com os braços para trabalhar em todos os pontos deste. Adicionamos esterco bovino curtido e humus de minhoca à terra para uma adubação orgânica e remexemos bem.
Preparação Horta

Pronta a estrutura, chegou a hora de plantar. Para acelerar o processo, neste primeiro momento compramos mudinhas já prontas em um estabelecimento da região ao invés de semear e germinar as sementes.
Na hora de plantar, deve-se lembrar de deixar espaço suficiente entre as mudas para garantir o crescimento de cada uma delas.
É interessante alternar plantas que se desenvolvem para cima com aquelas que precisam de mais espaço embaixo (por exemplo: alternar o pimentão, que vira um arbusto alto com beterraba, que é uma raiz e necessita mais espaço embaixo da terra).
Vale também consultar uma tabela que indique quais espécies são companheiras e quais são antagônicas.
Plantamos alface, rúcula, espinafre, capuchinha, brócolis, couve, pimentão, berinjela, escarola, beterraba, tomatinho cereja, manjericão, nirá, salsinha, cebolinha e hortelã.

Alface

Escarola

Berinjela

Horta6

Brócolis

CapuchinhaCouve

Espinafre

Pimentão

Salsinha

Tomatinho

Horta14

Recentemente plantamos também cenoura, alho poró, brócolis ramoso, vagem e capim cidreira, ainda vai demorar um pouco para crescerem.

Cuidados
– Regar a horta diariamente com água pura e limpa, nos horários mais frescos do dia (de manhã cedo ou no fim da tarde).
– Remover possíveis ervas daninhas que venham a crescer nos canteiros, pois as mesmas competem com as mudas por espaço, água e nutrientes. Em uma horta orgânica nunca utilizamos herbicidas para isso.
– Algumas plantas trepadeiras (vagem, tomate) ou que crescem muito e acabam ficando pesadas (couve, pimentão) irão precisar de estacas, para fazer seu suporte.

– Uma técnica bastante interessante no cultivo orgânico é acrescentar folhas secas entre as mudas para proteger o solo (cobertura morta), mantendo suas condições de umidade e temperatura, além de impedir a proliferação de ervas daninhas.

Cobertura Seca

 Composteira
É interessante e importante aproveitar restos orgânicos provenientes da cozinha (folhas, talos, cascas, restos de comida, etc.) e do quintal (folhas secas, galhos, ervas daninhas, etc) para produzir um composto natural para sua horta orgânica.
Demos início à nossa composteira há alguns meses, e na última leva de mudas plantadas já conseguimos utilizar um pouco do composto produzido, uma terra preta riquíssima em nutrientes.

É extremamente gratificante acompanhar cada muda, ver seu crescimento e desenvolvimento, observar as primeiras folhas, a primeira flor, o primeiro fruto e finalmente colher. É um orgulho tremendo colher um alimento e saber que aquilo foi produzido em seu próprio quintal e cuidado por suas próprias mãos. Eles terão um sabor incomparável e um valor indiscutível!

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Carboidratos

Carboidrato é definido como um macronutriente, ou seja, um nutriente necessário para nós em grande quantidade.
São moléculas formadas de átomos de carbono, hidrogênio e água. Estas moléculas podem ser encontradas em tamanhos maiores (como na forma de amido, sacarose, lactose) ou em tamanhos menores (glicose, frutose e galactose). Durante a digestão, as moléculas maiores são quebradas até chegarem aos tamanhos menores para que possam ser absorvidas em nosso intestino e serem utilizadas por nosso organismo.

O principal papel  deste nutriente é o fornecimento de energia para diversas funções fisiológicas, sendo a glicose o único e exclusivo combustível utilizado pelo cérebro.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (2003), 55% a 75% do valor energético total consumido durante o dia deve ser proveniente de carboidratos.

Atualmente, no entanto, o carboidrato vem sendo considerado o vilão da vez: encontra-se por aí inúmeras dietas da moda que excluem alimentos fonte de carboidrato. Essas dietas não possuem respaldo científico e podem se tornar bastante prejudiciais à saúde.
É importante saber que este nutriente não pode ser excluído: é preciso apenas escolher as fontes mais saudáveis e consumi-las na quantidade adequada, sendo essa específica para cada um.
O grande problema está no atual consumo excessivo de fontes de carboidrato industrializadas e ultra processadas, onde houve processo de refinamento, no qual são retirados outros nutrientes importes (vitaminas, minerais e fibras), além de estarem quase sempre associados a um excesso de gordura saturada e gordura trans.

Conheça algumas fontes de carboidrato que podem e devem estar presentes em uma alimentação equilibrada e saudável:

– Açúcares: açúcar mascavo, açúcar demerara, melado de cana, mel.

– Cereais e seus derivados integrais: arroz, trigo, aveia, milho, centeio, cevada, quinoa, amaranto, farinhas, macarrão, pão, biscoito, etc.

– Raízes e tubérculos: batata, batata doce, mandioca, mandioquinha, inhame;

– Frutas: banana, maçã, abacaxi, uva, mamão, manga, etc;

– Leguminosas: feijões, lentilha, grão de bico, ervilha, soja, etc;

 Carboidratos

 Carboidrato na atividade física

Para os praticantes de atividade física, este nutriente se torna ainda mais indispensável. Alimentos ricos em carboidratos devem ser consumidos na quantidade certa antes, durante (dependendo da intensidade e duração do exercício) e após a atividade para que haja fornecimento, reposição e armazenamento de energia apropriados para o esforço.
Se a ingestão de carboidrato for insuficiente, faltará combustível, o desempenho será prejudicado e o corpo buscará outras formas de conseguir este nutriente para o cérebro; nesta situação, a massa magra (músculo) também será prejudicada.