Ano Internacional das Leguminosas


Leguminosas1
2016 foi eleito pela ONU o Ano Internacional das Leguminosas.
Já escrevi aqui sobre a importância deste grupo de alimentos na alimentação vegetariana, porém esta nomeação ressalta como as leguminosas são, na verdade, bastante vantajosas para toda a população e também para o meio ambiente.
O Documento Norteador publicado pela organização (baixe na íntegra aqui) ressalta três justificativas importantes:

Promoção da Saúde e Nutrição

As leguminosas são fonte de proteínas e aminoácidos essenciais e possuem também uma boa quantidade de carboidratos e fibras. Dentre os minerais, destacam-se o ferro, zinco, magnésio e cálcio e dentre as vitaminas as do complexo B existem em quantidades elevadas.

Sustentabilidade Ambiental

As leguminosas são parte importante nos sistemas de rotação de culturas utilizados pelos agricultores para manter o solo fértil, uma vez que auxiliam na fixação do nitrogênio (retirando do ar e levando para o solo), aumentam o teor de aminoácidos e alimentam microrganismos benéficos presentes no mesmo contribuindo para um bom rendimento destas culturas e de cultivos posteriores de outras espécies no mesmo local.
Isso aumenta a produtividade agrícola, reduz significantemente o uso de fertilizantes poluidores do solo e da água e reduz o custo final da lavoura.
As leguminosas são uma fonte de proteínas produzida com uma baixa pegada de carbono no ambiente quando comparado à produção de carnes: um quilo de leguminosas gera somente 0.5Kg de CO2, enquanto 1 quilo de carne produz 9.5Kg de Co2. Além disso, o consumo de água na produção de leguminosas pode ser até 18 vezes menor que o gasto na produção de carnes.

Segurança Alimentar

De acordo com o documento, a disseminação do plantio e consumo de leguminosas pode ajudar a eliminar a fome, a insegurança alimentar e a desnutrição.
Uma das formas seria pela difusão de culturas de leguminosas de forma a produzir um alimento de baixo custo e alto valor nutricional e a tornar a agricultura mais produtiva (como explicado no item anterior).
Seria preciso também conscientizar sobre o uso indiscriminado de pesticidas para controle de pragas, reduzir o desperdício da colheita e evitar o armazenamento indevido.
Além disso, envolver a indústria de alimentos de maneira que esta desenvolva produtos à base de leguminosas aumentaria seu consumo.

LeguminosasAlguns exemplos são: feijão carioca, feijão preto, feijão branco, feijão fradinho, feijão verde, feijão jalo, feijão azuki, feijão moyashi, grão de bico, lentilha, ervilha, soja, fava, etc.
Todas são extremamente saborosas e podem ser preparadas de diversas formas: em caldo (como é servido tradicionalmente o feijão no Brasil), sopas, patês, hambúrgueres, saladas, etc.

Veja algumas receitas já publicadas no blog antes:
Hambúrgueres de lentilha e de grão de bico
Homus (patê de grão de bico) e patê de tofu
Sopa de legumes com tofu
Espaguete ao molho de tomate, abobrinha e tofu

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Barrinha de Cereais

Barrinhas de Cereais são, supostamente, um lanchinho prático, gostoso e nutritivo.
O problema é que as barrinhas industrializadas são práticas, porém nem sempre são muito gostosas e muitas vezes são pouquíssimo nutritivas.
Muitas delas possuem uma quantidade enorme de açúcar (em diversas formas) e um monte de aditivos químicos. E o que é pior: uma quantidade muito pequena de fibras, um nutriente importantíssimo para nosso organismo, presente nos cereais integrais.
Na hora de comprar, é imprescindível ler os rótulos, mas pra não restar dúvidas mesmo o melhor é fazer sua própria barrinha em casa. Dessa forma você pode escolher o sabor que mais gosta e ter certeza da qualidade nutricional, sem perder a praticidade.

Essa receita rende 18 barrinhas pequenas, porém que geram uma grande saciedade.
Guarde-as em um pote fechado ou embale-as uma a uma em plástico filme.
Duram, em média, 1 semana em temperatura ambiente ou 2 semanas na geladeira.

Barrinha