Sorvete de Atemoia

Atemóia

Originária das regiões tropicais do Peru, Equador e Colômbia, a atemoia é uma planta híbrida, resultado do cruzamento entre a cherimóia e a fruta do conde.
Cultivada no sul e sudeste do Brasil, sua sazonalidade vai de abril a agosto, de acordo com o Ceagesp.
Dentre as características nutricionais podemos destacar os carboidratos e fibras dietéticas, além da presença de um bom teor de potássio e uma pequena quantidade de cálcio e magnésio.
Sua polpa é de sabor bem doce e pode ser consumida pura, em sucos e sobremesas. Minha sugestão é fazer com ela um sorvete, natural e irresistível!

Sorvete de Atemóia

 

Caqui

Caqui

De acordo com o  Ceagesp, a época de caqui ocorre entre o meses de abril e maio, ou seja, agora agorinha!
O caqui tem origem na China e no Japão, mas se adaptou muito bem ao clima tropical brasileiro. É fonte de fibras, vitamina C e antioxidantes (betacaroteno e licopeno).
Pode ser consumido in natura, em saladas, utilizado em sucos, vitaminas, molhos, geleias, sobremesas…

Caqui (2)

Salada de Frutas com Creme de Caqui

Categorias:
– Sobremesa, café da manhã e lanches
– Vegana

Goiaba

GoiabaAgora é época de goiaba. Quem é do interior sabe, pois as goiabeiras carregadas de frutos estão por toda parte. Essa frutinha, vermelha ou branca, é riquíssima em vitamina C, que pode ser melhor aproveitada quando consumida in natura.
Comer a goiaba direto do pé, fresquinha, é sem dúvida a forma mais gostosa e nutritiva, mas também podemos aproveita-la para fazer sucos, vitaminas e sobremesas.
Como a quantidade de goiaba aqui na região é enorme, aproveitei para fazer geleia. Aprendi a fazer com a amiga Carla no ano passado, é um pouco trabalhoso, mas sem dúvida vale a pena:

 Descasque as goiabas, corte-as ao meio e com a ajuda de uma colher retire a polpa que contém as sementes – e as larvas, se for goiaba da roça, rs (se quiser usar um pouco da casca também dá certo). O que sobra é uma camada fina de goiaba. Junte essas partes, pese e bata no liquidificador com um pouco de água. Leve essa mistura ao fogo com açúcar (20% do peso de fruta – utilizei açúcar demerara orgânico) e deixe cozinhar até que a geleia fique bem apurada. Guarde em vidros previamente esterilizados.

Geleia de Goiaba

Suco de Manga com Gengibre

Mangueira
” – Essa mangueira carregada de frutos está gritando um convite perfeito!
Como meninos, corremos os cinco para o terreno coberto de mangas; a árvore desprendera prodigamente os seus frutos à medida que se tornavam maduros.
– Muita mangueira nasce para não ser vista – parafraseei – e para desperdiçar sua doçura no chão de pedras.
– Nada igual à isso nos Estados Unidos, hein, Swâmiji? – disse, rindo, um de meus estudantes bengalis.
– Não – admiti, repleto de mangas e de contentamento. – Que falta senti dessa fruta no Ocidente! Sem mangas, o paraíso para o hindu é inconcebível!”
Paramahansa Yogananda em ‘Autobiografia de um Iogue’
 
Manga palmer, manga tommy, manga haden, manga espada, manga rosa… seja qual for o tipo, essa fruta certamente não desagrada ninguém. Originária da Ásia, desenvolve muito bem em qualquer clima tropical e dá frutos no verão.
Sob o aspecto nutricional, é rica em carboidratos, fibras, potássio, vitamina A e vitamina C.
Consumir é bem fácil: picada, sucos, vitaminas, saladas, molhos, sobremesas…
Minha sugestão é um suco de manga com gengibre. Super refrescante!
Suco de Manga com Gengibre

Amora Preta

Amora Preta

É tempo dessa apetitosa frutinha!

De coloração negra e sabor que varia do doce ao ácido, a amora preta (Rubus sp) é geralmente consumida na forma de suco ou utilizada na preparação de geleias, iogurtes e sobremesas.

Além de saborosa, é também muito nutritiva: contém alto teor de vitaminas (A, B e C) e minerais (cálcio, fósforo, potássio, magnésio).
Possui também grande quantidade de pectina, um tipo de fibra solúvel que ajuda no controle do colesterol e glicemia sanguíneos.

Destaca-se ainda pelos antioxidantes, sendo rica em antocianinas (pigmento que confere a cor roxa à frutinha) e compostos fenólicos, como o ácido elágico. Estas substâncias são conhecidas por auxiliar na prevenção de doenças crônicas degenerativas, como as do coração e câncer.

A amora preta é bastante perecível. Assim, uma boa forma de armazenar grandes quantidades por mais tempo é congelando a polpa da fruta. Para isso, é só bater as frutas frescas no liquidificador com um pouquinho de água, coar e congelar (de preferência em pequenos recipientes para evitar ficar tirando e voltando ao freezer).
Depois é só utilizar, como na receita abaixo:

Shake de Iogurte com Amora Preta

Categorias:
– Café da manhã e lanches
– Lacto-vegetariana

Referências
– Tabela de composição de alimentos USDA
– Artigo “Compostos bioativos presentes em amora preta”. D. S. Ferreira et al. Campinas, 2010. Dosponível em http://www.scielo.br/pdf/rbf/2010nahead/aop11610.pdf
– Artigo “Aspectos técnicos da cultura de amora preta”. L. E. C. Antunes et al. Pelotas, 2004. Disponível em http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/32426/1/documento-122.pdf

Jabuticaba e Pitanga no Quintal

As frutas consumidas na estação certa são sempre mais saborosas e nutritivas. E agora está na época dessas duas frutinhas deliciosas: pitanga e jabuticaba!

As duas são frutas nativas brasileiras, e são geralmente cultivadas no quintal, pois a produção em grande escala se torna difícil devido à perecibilidade após a colheita.

E tem coisa melhor do que comer fruta direto do pé?

PitangaPitanga significa “vermelho” em tupi. O nome científico é Eugenia uniflora.

A época de pitanga varia de outubro a janeiro.

Dentre os nutrientes, destacam-se carboidratos, potássio, cálcio, fósforo, vitamina C e vitamina A. Além disso, é rica em carotenoides e compostos fenólicos que possuem propriedades antioxidantes.

JabuticabaJabuticaba significa “frutas em botão” em tupi. O nome científico é Myrciaria cauliflora.

De acordo com o Ceagesp, a jabuticaba ocorre nos meses de setembro e outubro.

Dentre os nutrientes destacam-se carboidratos, fibras solúveis, ferro, cálcio, fósforo e niacina (vitamina B3). Possui também grande quantidade de flavonoides (antioxidantes) porém estes estão mais concentrados na casca.

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Referências – Artigo “Fenólicos e carotenóides totais em pitanga”. Lima et al. Recife, 2002. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/sa/v59n3/10574.pdf – Artigo “Influência da temperatura no comportamento reológico da polpa de jabuticaba”. Sato e Cunha. Campinas, 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/cta/v27n4/33.pdf – CEPLAC (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira): http://www.ceplac.gov.br/radar/pitanga.htm – Tabelas de composição de alimentos TACO e USDA