Panquequinhas de Chia e Limão

Panquequinhas de Chia e Limão

No café da manhã ou nos lanches, essa Panquequinha de Chia e Limão vai muito bem! Ela fica fofinha, como as tradicionais americanas, mas tem os benefícios da chia:

  • fibras solúveis que promovem uma maior sensação de saciedade e controlam o colesterol e açúcar no sangue.
  • ômega 3, gordura boa que atua como anti-inflamatório e ajuda na prevenção de diversas doenças inflamatórias, cardiovasculares, câncer, esclerose, entre outras;

Note que na receita não é acrescentado nem sal nem nenhum açúcar, assim podem ser servidas com acompanhamentos doces (mel, melado, geleia, frutas, iogurte…) ou salgados (queijos, manteiga…) ou até mesmo sem acompanhamento algum.

Panquequinhas de chia e Limão

Lanches Intermediários

Alimentar-se de forma frequente, a cada 2 ou 3 horas é uma prática bastante interessante, podendo trazer diversos benefícios para a saúde e bem estar, como:

  • Manter os níveis de glicose no sangue constantes, evitando hipoglicemia e seus sintomas (diminuição de concentração, fraqueza, sonolência, tontura, tremores, etc) e melhorando a disposição para as atividades do dia a dia.
  • Não chegar nas refeições principais com uma fome descontrolada e acabar comendo com muita pressa, sem mastigar direito e acabar ingerindo uma quantidade muito maior do que a necessária para aquele momento. Dessa forma a digestão é facilitada, melhorando o bem estar, e o acúmulo de reservas energéticas na forma de gordura corporal diminui.
  • Evitar que o ácido clorídrico produzido pelo estômago danifique as paredes deste órgão, evitando assim desconfortos como azia e “queimação”.
  • Evitar perda de massa muscular e favorecer a perda de reservas de gordura.

Por isso, vale a pena se planejar e realizar lanches intermediários às refeições principais. Sempre respeitando as sensações de fome, é claro.
Uma dúvida muito frequente que observo no consultório é como organizar esses lanches e como variá-los, para torna-los apetitosos e não entrar na monotonia.
Preparei abaixo algumas sugestões, considerando alguns grupos alimentares mais comumente utilizados nestes horários:

Grupo das FRUTAS

   Grupo das FRUTAS + Grupo dos CEREAIS

Grupo das FRUTAS + Grupo dos CEREAIS + Grupo do LEITE

Os lanches podem, ainda, conter outros grupos alimentares como:

A frequência alimentar, os grupos alimentares e suas quantidades variam de pessoa pra pessoa e dependem da fome, rotina, hábitos, preferências, atividade física, entre muitos outros. Um nutricionista pode ajudar a escolher as melhores opções pra você.

Veja algumas receitas:
Sorvete de Banana
– Bolo Integral de Maracujá (utilize a receita do Bolo Integral de Cenoura e substitua a cenoura por maracujá)
Panqueca de Maçã
Pão Integral
Milkshake de Amora Preta
Barrinha de Cereais Caseira

Bom apetite!

(PANCs – Parte 2) Frutos de Pupunha

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A Palmeira Pupunha é muito cultivada no Brasil para o aproveitamento do palmito. Na Amazônia, porém, os frutos também possuem papel importante na dieta por serem fonte de energia proveniente de amido e lipídeos. Além disso, são ótima fonte de carotenoides, precursores da vitamina A (importante para a pele e visão) e antioxidantes que podem reduzir o risco de doenças crônicas não transmissíveis.

Há algumas semanas tenho observado as Palmeiras Pupunha em nosso quintal começarem a dar frutos. Os frutos foram amadurecendo, ganhando cor, e foram chamando cada vez mais minha atenção. Pesquisei e me certifiquei que sim, os frutos são comestíveis quando cozidos. Crus não, devido à grande quantidade de oxalato de cálcio, que irrita a boca e a garganta.
A única dificuldade seria descobrir uma forma de apanhá-los, já que as  palmeiras tem cerca de 30 metros de altura, mas, felizmente, eu me casei com um especialista em técnicas verticais!

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Ele escalou uma das palmeiras, e colheu três cachos grandes e fartos como o da foto:

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Tirei-os do cacho, selecionando os melhores: alguns estavam já um pouco passados, com a casca muito rachada e começando a deteriorar por dentro. Os bons eu coloquei na panela de pressão, cobri com água e levei ao fogo por cerca de 1 hora após levantar fervura. Desliguei o fogo e deixei na panela até a pressão sair sozinha. Quando mais cozido, menos fibroso e mais doce ele fica.
Retirei os frutos da panela, descasquei e tirei a semente (que separei, lavei e guardei). E experimentei, é claro, porque estava louca de curiosidade e vontade, já que a casa estava tomada por um cheiro incrível de dar água na boca. Pode-se comê-los assim mesmo, puro com sal ou também com manteiga, como é comum no norte do país. A textura é um pouco como a da mandioca e da batata doce, mas um pouco mais fibrosa e o sabor lembra a castanha portuguesa (bem como observou a Neide Rigo em seu blog, Come-se).
Comemos alguns puros e o restante eu bati no liquidificador, e formou-se uma farinha. Essa farinha eu usei pra fazer purê e pão, super aprovados! As receitas seguem abaixo:

Pão de Pupunha Purê de Pupunha

Sementes
As sementes que eu retirei dos frutos, lavei e guardei. Batendo cuidadosamente com um martelo, a casca se parte e podemos comer a castanha de dentro, que é um pouco fibrosa, mas muito saborosa. Na próxima vez que eu fizer o pão, colocarei os coquinhos na massa! Parece bom, não?

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Para saber mais:

– Livro Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil – Guia de identificação, aspectos nutricionais e receitas ilustradas – Valdely Ferreira Kinupp e Harri Lorenzi – 2014

– Blog Come-se – Nutricionista Neide Rigo

 

Amora Preta

Amora Preta

É tempo dessa apetitosa frutinha!

De coloração negra e sabor que varia do doce ao ácido, a amora preta (Rubus sp) é geralmente consumida na forma de suco ou utilizada na preparação de geleias, iogurtes e sobremesas.

Além de saborosa, é também muito nutritiva: contém alto teor de vitaminas (A, B e C) e minerais (cálcio, fósforo, potássio, magnésio).
Possui também grande quantidade de pectina, um tipo de fibra solúvel que ajuda no controle do colesterol e glicemia sanguíneos.

Destaca-se ainda pelos antioxidantes, sendo rica em antocianinas (pigmento que confere a cor roxa à frutinha) e compostos fenólicos, como o ácido elágico. Estas substâncias são conhecidas por auxiliar na prevenção de doenças crônicas degenerativas, como as do coração e câncer.

A amora preta é bastante perecível. Assim, uma boa forma de armazenar grandes quantidades por mais tempo é congelando a polpa da fruta. Para isso, é só bater as frutas frescas no liquidificador com um pouquinho de água, coar e congelar (de preferência em pequenos recipientes para evitar ficar tirando e voltando ao freezer).
Depois é só utilizar, como na receita abaixo:

Shake de Iogurte com Amora Preta

Categorias:
– Café da manhã e lanches
– Lacto-vegetariana

Referências
– Tabela de composição de alimentos USDA
– Artigo “Compostos bioativos presentes em amora preta”. D. S. Ferreira et al. Campinas, 2010. Dosponível em http://www.scielo.br/pdf/rbf/2010nahead/aop11610.pdf
– Artigo “Aspectos técnicos da cultura de amora preta”. L. E. C. Antunes et al. Pelotas, 2004. Disponível em http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/32426/1/documento-122.pdf