Patagônia Vegetariana

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Como muitos já sabem, estive mês passado de férias e o destino foi a Patagônia!
A Patagônia é uma região enorme que abrange o sul da Argentina e do Chile, mas visitamos apenas uma pequena parte: na Argentina fomos à Bariloche, Villa La Angostura e San Martin de Los Andes e depois fomos à Pucón, no Chile.
A culinária dessa região é famosa pelas carnes e presuntos de todos os tipos e durante o planejamento da viagem estava um pouco preocupada pensando se haveria opções vegetarianas por lá.
Para minha surpresa, encontrei opções deliciosas e diversas e por isso resolvi criar esse post: para compartilhar minha experiência esperando que as dicas e sugestões possam ser úteis a quem for viajar para essa maravilhosa região e quiser fugir das parrillas (churrasco argentino).

Em Bariloche conhecemos o restaurante naturalista El Vegetariano. Não é 100% vegetariano, já que também oferece peixe, porém a comida é deliciosa e variada. Quando fomos havia a opção de berinjela a milanesa ou peixe grelhado e os acompanhamentos eram os mesmos, uma combinação saborosíssima e colorida de vegetais, omelete e nhoque caseiro. Para acompanhar pedi um suco de laranja com rosa mosqueta, delicioso porém traiçoeiro: o fruto da rosa mosqueta é bastante alergênico, e como nunca havia provado antes, fui pega de surpresa quando as bolinhas vermelhas foram aparecendo em minha pele nos próximos dias.
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Havia alguns outros restaurantes vegetarianos em Bariloche, mas no pouco tempo que ficamos lá não conseguimos conhecer mais nenhum.

Em Villa La Angostura as opções eram menores, mas conseguimos a indicação do Restaurant del Puerto, onívoro, mas que possuía um menu vegetariano. Pedi o Arroz Integral com Legumes e uma salada para acompanhar. Simples, leve, gostoso e nutritivo. Para beber, um suco de framboesa produzido pela cervejaria regional El Bolsón, localizada um pouco mais ao sul.
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Saindo de Villa La Angostura em direção à San Martin de Los Andes, passamos pela belíssima Rota dos Sete Lagos. Procurando algum comércio aberto para conseguir algo para comer, nos deparamos com a simples casinha do Sr. Mário, que vendia tortas fritas (uma massa neutra e simples, frita) e tinha em seu quintal uma linda Huerta Orgánica. Muito simpático, o Sr. Mário nos mostrou sua hortinha, ficando muito feliz em nos ver interessados por ela. Tinha alface, groselha, cebola, morango, abóbora e calêndula (para atrair os insetos).
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Em San Martin de Los Andes degustamos a tradicional empanada. No restaurante Pizza Cala eram feitas no forno a lenha e as opções vegetarianas eram muitas, e acabei optando pela de cogumelos.
Como a região é também famosa pelos chocolates, não pudemos deixar de experimentar. O da foto é um chocolate amargo multigrãos (girassol, linhaça, gergelim, etc..) da chocolateria Arbolengo.
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Atravessando a fronteira em direção ao Chile, chegamos a Pucón. A quantidade de opções vegetarianas nesta pequena cidade, mas extremamente turística, surpreendeu.
Já tínhamos a pousada Lounge Brasil reservada justamente por ser também um restaurante vegetariano. Além disso, a preocupação com ingredientes de boa qualidade, locais e orgânicos também chamou atenção. Lá comemos maravilhosamente bem. O café da manhã era super caprichado: tinha pão integral caseiro, granola, suco de morango natural… Almoçamos lá também: pedi uma torta de espinafre acompanhada de salada e Estevan pediu uma lasanha de proteína de soja, também com salada. Para beber, suco natural de framboesa.

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Na pousada também nos indicaram outros dois restaurantes. No Trawen degustei um risoto de quinoa com tomate e manjericão e no École (que é Hostel e restaurante) um refogado de legumes acompanhado de arroz integral. Infelizmente não tirei foto dos dois últimos.
Também em Pucón comi um delicioso sanduíche de pão integral com cogumelos, queijo branco, tomate e abacate. Colocar abacate em sanduíches é um costume bastante comum por lá (e que, diga-se de passagem, vou aderir pros lados de cá, rs).
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Outras coisas:
Massas:  sempre acabam quebrando um galho. Variando os tipos e os molhos, comi diversas vezes. O da foto é um canelone caseiro recheado com molho de cogumelos.
– Frutas: típicas da região podemos destacar a framboesa, nectarina, cereja, uva, que podem ser compradas frescas no mercado e que rendem um saboroso, refrescante e nutritivo lanchinho.

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– Tempero: o chimichurri é uma mistura de temperos (cebola, alho, pimenta do reino, cebolinha, salsinha…) tradicional na Argentina. Normalmente os que são vendidos aqui no Brasil contém glutamato monossódico, por isso (e por causa do vidrinho fofo) trouxe um pouquinho.

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Batata Recheada

Mais uma receita em que dá pra deixar a criatividade rolar solta: Batata Recheada. Escolha os ingredientes que você mais gosta (ou que tiver disponível) e crie diversos tipos de recheios.
Utilize diferentes legumes, molhos, queijos (“queijos” vegetais para opções veganas), temperos…
Bom apetite!

Batata Recheada

Categorias
– Prato Principal
– Ovolactovegetariana

Batata Recheada Capuchinha

Esta bela versão foi feita por uma de minhas alunas adolescentes na aula de Culinária Nutritiva… Ficou linda enfeitada com capuchinha!

 

Algumas definições…

Olá! Acho legal definirmos agora alguns termos que serão frequentemente utilizados aqui neste blog:

 Alimentação Natural:

Padrão alimentar onde predominam alimentos em sua forma natural ao invés de industrializados e ultra-processados. É preferencialmente composta por alimentos integrais e orgânicos.

 Alimento Orgânico:

É aquele que não foi cultivado com agrotóxicos e adubos químicos e que é isento de drogas veterinárias, hormônios, antibióticos, radiações ionizantes e aditivos químicos sintéticos (corantes, aromatizantes, emulsificantes, etc).
Além disso, para ser orgânico o alimento não pode ser transgênico, ou seja, não pode ter sido modificado geneticamente.
A agricultura orgânica tem como objetivo ser sustentável, devendo trazer benefícios para o agricultor, para o consumidor e para o meio ambiente.

 Integral:

Cereais integrais não passaram pelo processo de refinamento. Os grãos estão inteiros, sendo assim superiores aos refinados em relação ao valor nutricional: possuem mais fibras, vitaminas e minerais.

Alimentação Ovolactovegetariana:

As carnes são retiradas da dieta, porém ainda há consumo de outros alimentos derivados de animais, como leite, ovos e mel.

 Neste blog vamos nos referir a este padrão de alimentação como Vegetariana.

 Alimentação Vegetariana estrita:

Todos os alimentos derivados de animais são retirados da alimentação.

 Veganismo:

Estilo de vida em que além de não ingerir alimentos de origem animal, seus adeptos também não consomem outros produtos como lã, seda, couro, peles e cosméticos testados em animais.

 Quando se refere à alimentação não há diferença entre os dois últimos termos, então vamos sempre chamar de alimentação Vegana aqui neste blog.

 Alimentação Viva:

Composta de frutas, verduras e legumes frescos, brotos e sementes germinadas. Também engloba preparações fermentadas e desidratadas. Não são consumidos alimentos cozidos em temperatura acima de 38ºC, processados e nem alimentos de origem animal. A proposta é aproveitar ao máximo os nutrientes e a vitalidade dos alimentos.

Referências

– Livro “Alimentação sem Carne” do Dr. Eric Slywitch – Editora Alaúde
– Site Portal Orgânico – www.portalorganico.com.br – Acesso em agosto de 2013